quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Inclusão dos alunos surdos e a formação dos profissionais de educação


Justificativa


Destacando alguns pontos que sugerem discussões na grade curricular em licenciaturas da Universidade Estadual de Santa Cruz, por ser de suma importância a aquisição de conhecimentos mais precisos e especiais direcionados à educação de surdos é que percebemos o quanto falta na formação dos profissionais de educação uma abordagem mais precisa e séria. A inclusão de surdos nas escolas regular vem a ser uma ação importantíssima, pois é na escola onde esta ação deve ser pensada de forma ampla, a partir da realidade de cada local. Para conseguir analisar a situação amplamente, necessita-se conhecer melhor sobre o surdo, seu cotidiano de inclusão/exclusão na sociedade em geral, discutir práticas e teorias partindo de uma questão sócio-cultural, onde o surdo é um sujeito que possui uma língua, a língua de sinais. Há uma diversidade de fatores e experiências em cada indivíduo e quando se trata de inclusão de surdos, além da diversidade, retrata-se o diferente (língua, cultura, tradições etc.), neste convívio entre duas comunidades (surdos e ouvintes) há sempre a situação de uma nova língua, ou seja, para o ouvinte a língua de sinais e para o surdo a língua portuguesa. Na inclusão, é importante lembrar alguns fatores primordiais quando pensamos em surdos: oportunizar o aprendizado favorecendo a diferença sociolingüística, valorizar a comunidade, espaço visual em todos os momentos deste processo. Deve-se favorecer o aprendizado do indivíduo surdo, utilizando a língua de sinais, podendo-se utilizar todos os recursos de comunicação para que a partir deste tenha certeza de que os surdos adquiriram o conhecimento.

Objetivo Geral
Refletir sobre o processo de inclusão de surdos em escola regular e a formação destes profissionais a partir das referencias teóricas.

Objetivos específicos
Favorecer o aprendizado do aluno surdo utilizando a língua de sinais;
Contribuir para a formação da identidade de surdos valorizando as suas necessidades, seus anseios e praticas sociais quebrando paradigmas;
Perceber como ocorre a formação do profissional, como mediador do surdo na escola regular.

Referências
GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Editora Atlas 2006.

QUADROS, Ronice Müller de. Educação de surdos: a aquisição da linguagem. Porto Alegre, Artes Médicas, 1997, 120p.

Declaração de Salamanca. Princípios, Políticas e Praticas em educação especial. Espanha, 1994.

SÁ, Nídia Regina Limeira de in: Jogando com as diferenças: Jogos para crianças e jovens com deficiências. Mundo visual: Contextos surdos. SP. Phorte, 2006, Cap 2, p.41-46.

Conteúdo
Papel de libras;
Leis;
Formação dos profissionais;
UESC e a formação dos profissionais.

Metodologia
O método utilizado foi o questionário, que é uma técnica de investigação composta por diversas questões que podem ser respondidas de acordo com o enunciado. São de marcar, opinião, afirmação ou negação e justificativa. Foram destinados aos cursos de licenciatura com o objetivo de comparar o currículo que vigora na UESC com as novas propostas de inclusão estabelecida pelo Governo e sociedade.

Perguntas:

Você sabe o que é surdez?
O que você pensa ou sabe sobre o processo de inclusão social que ocorre no Brasil?
O espaço escolar da UESC está preparado para receber alunos com necessidades educacionais especiais?

O que é educação inclusiva no ponto de vista institucional?
Como você acredita que deva acontecer esta educação inclusiva no espaço escolar?
A instituição que você trabalha esta formando profissionais para atuar na inclusão social escolar?
De SURDOSDENTRO



Conclusão
A disseminação do modelo de educação inclusiva, através da inclusão de alunos, com condições de deficiências na escola regular, origina novos desafios para a formação de professores. Já não se trata de formar professores para alunos que são educados num modelo segregado, mas sim, professores que são capazes de trabalhar com eficácia em turmas assumidamente heterogêneas. Para isto é necessário um novo olhar para os saberes, as competências e as atitudes que são necessárias para se trabalhar com classes inclusivas. Deve-se assim proporcionar ao professor um conjunto de experiências que não só lhe revelem novas perspectivas teóricas sobre o conhecimento, mas que também o impliquem em situações empíricas que lhes permitam aplicar este conhecimento num contexto real. Para que isso possa ocorrer, a formação acadêmica dos professores em relação à inclusão deveria toda ela ser feita contemplando em cada semestre a elaboração dos conteúdos que pudessem conduzir a uma atuação inclusiva, pois se os formadores saem das universidades sem saber como lecionar estes conteúdos para os alunos surdos, nas suas áreas disciplinares, logo, essa falta de habilidade poderá comprometer no sucesso dos estudantes.

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